#MeuCorpoSuasLeis

#FascismoDoBem

Ao iniciar a escrita deste artigo encontro-me confuso, senão totalmente desacreditado no que preciso destilar antes de tentar descrever, e refletir, sobre esta (dita) pandemia. O risco é que saia ainda mais ferido e decepcionado por comentar current affairs.

Tento alertar-me para o fato de que muitas opiniões nascem da ignorância ou da ingenuidade – mas não posso deixar passar o momento para apontar que, em sua maioria, o que tenho ouvido é altamente preocupante.

A verdade é que a narrativa lunática desenrolada pela mídia já cansou muita gente – e um número expressivo de pessoas ocupou cidades como Londres & Berlin neste final de semana, novamente, para protestar outro crime contra a humanidade – dessa vez cometido sob nossos olhos, e com tendência a piorar. Eis algumas fotos do protesto – é possível ver que (nem todos) são paranóicos de internet – mas gente comum, preocupada com a liberdade que lhes vem sendo roubada.

Walkthrough Berlin (by Der Schläferhund) – LISTEN!

A Jornalista Anna Brees (ex-BBC) nos fornece um perfil mais claro do tipo de gente que foi protestar, suas motivações e preocupações.

É óbvio que jornais como a Folha, o Estadão, o Estado de Minas, etc… deliberadamente ignoram tudo isso, ou noticiam como mais “risco de infecção”

Nossos atores políticos apostaram em uma política de quarentena cuja lógica é de guerra – e, na melhor das opiniões, absolutamente contraditória; talvez por isso, perdido entre escolhas, algumas pessoas têm preferido o salve-se quem puder.

E aqueles que (por via das dúvidas) vêm questionar a natureza das medidas adotadas por governos mundo afora, são imediatamente classificados como egoístas e desumanos, que não se preocupam com o bem-estar do outro e desejam ver a morte de nossos avós.

Paralelamente acumulei exemplos de um número de intervenções pontuais que, sob o olhar da história, soam como deja-vu de épocas sombrias da humanidade – mais especificamente os regimes totalitários do século 20. Para os defensores das atuais políticas, é um vale-tudo.

Pouco importa que órgãos do Estado criem e instalem máquinas que prometem desinfectar pessoas em praças públicas com o uso de gases tóxicos (como o Ozônio). Pouco importa que destinem centenas de pessoas para campos de concentração de infectados. Pouco importa que residentes sejam impedidos de deixar seus prédios, ou cidades inteiras sejam seletivamente destruídas como punição por um aumento do número de infectados.

Assim muitos estarão contagiados pelo “coronavirus”
E nunca foi tão fácil enviar pessoas para a câmara de gás…

Ainda espero obter uma resposta favorável para este tipo particular de sentimento de culpa no qual o julgamento racional de um indivíduo é subitamente colocado à parte de forma a promover a idéia estapafúrdia na qual para se obter segurança vale a pena correr qualquer risco.

. . .

“If you give up your freedom for safety, you don’t deserve either one.”

― Ben Franklin

Floyd explica

I can't breath!

Neste contexto de emergência médica, feita para “proteger” os cidadãos, é vital que a classe trabalhadora perca o emprego, feche seus negócios, acabe com sua sociabilidade, e por fim sua saúde… tudo para que fiquem em casa. (Preferencialmente comprando online e perdendo horas nas redes sociais ou em jogos de video-game!)

Acaso venham exigir uma explicação plausível, ou mesmo solicitar aos órgãos oficiais uma evidência científica sólida para justificar a coisa toda (Lockdowns, Isolamento, Máscaras, etc), grudam-lhe o temido rótulo de conspiracionista (sic) – ou mesmo chegam a sugerir tratar-se de “sociopatia” (termo sem quaisquer legitimidade acadêmica).

“…if you are not like everybody else, then you are abnormal, if you are abnormal , then you are sick. These three categories, not being like everybody else, not being normal and being sick are in fact very different but have been reduced to the same thing” 

Michel Foucault

Na sociologia, assim como na psicologia, evocam a ruína da Liberdade, desprezando anos de teorias e pensamento filosófico sobre o tema. Poderia acusa-los da mesma forma que acusam os filósofos que tanto lêem?

Em um documento da De Gruyter Social Sciences, deixam claro que valores como Liberdade são meras bobagens platônicas:

So, if you are struggling with doing your part and staying home, you are struggling with an ancient inner opposition — the refusal to equate freedom with confinement. As such, in semiotic turns, you must restructure the notion of confinement as related to present physical spaces, and locate it in the context of humanity as a whole. These are ideas we developed to protect ourselves, so let’s use them to do so. Stay home. You are not confined … you are but merely constrained.

Stéphanie Walsh Matthews
DON’T CONFUSE CONSTRAINTS WITH CONFINEMENT DURING COVID-19

É certo atribuir essas demonstrações de passividade e conformismo ao medo da pandemia? Ou haveriam mecanismos mais maliciosos em jogo? Afinal, a misantropia e o comportamento anti-social são também traços de quem opta por viver fora da realidade – ou crendo fazer parte dela através de meios de mídia (Facebook, Instagram, etc – fantasias desenvolvidas por um explícito psicopata). Tornamos-nos espectadores desta tragédia, e nossa empatia foi direcionada de forma a apoiar este fiasco em saúde pública.

We have become observers in our own lives as digital slaves to our devices and instead of participating we are witnessing our own lives by recording and broadcasting everything, but often missing the real- time experience.

Dr. David Greenfield, 2018
Contra máscaras (e politicamente correto)

Sugerir que nossa imersão em tecnologia tornou a sociedade mais sábia é um mito que já deveria ter caído por terra há algum tempo, mas persiste. Nestas horas chego a concordar com o comediante David Mitchell a internet faz mais mal para a sociedade do que armas nucleares jamais fizeram.

O uso compulsivo de computadores não auxilia o cérebro a pensar melhor, mas sim substitui o ato de refletir a realidade pelo de convencer o que lhes parece real. Hoje em dia é tudo uma questão de concordar e discordar, acreditar e desacreditar – e a força que move esta estúpida dicotomia fundamentalmente afeta nossas políticas de boa vizinhança.

Torna-se cada vez mais difícil chegar a um consenso, pois a informação adquirida passa a ser regurgitada sem que a digestão tome parte do processo – é como se nosso caráter e identidade dependesse de nossa capacidade de persuasão, e não daquilo que somos ou acreditamos.

A internet criou uma geração de narcisistas hipócritas cheios de boas intenções.

Nicholas Carr confirma as minhas suspeitas sobre a imbecilidade da internet em seu livro The Shallows – What the Internet is doing to our Brains. Em sua pesquisa, Carr descobriu que nos ambientes virtuais tornamos-nos incapazes de focar em um fato, ou mesmo reter informação complexa; e estimulados pelo mecanismo de recompensa feito por design pelas mega-corporações de tecnologia, (de forma a nos deixar viciados em cliques, e com isso produzir mais lastros pessoais para alimentar dinâmicas de mercado). Inevitavelmente acabamos perdidos neste fluxo informacional, deixando de lado a crítica e optando por uma visão simplificada de mundo – no qual o computador só existe para certificarmos-nos de nossa própria identidade e desejo, (nada mais confortante em tempos onde a falta de sentido impera em meio ao absurdo). Para o filósofo Peter Sloterdjik, a infecção por informação é mais viral do que o virus em si, e com ela vêm o contágio pelo medo.

What our response to the coronavirus is proving is that the globalization through media is an almost accomplished project. The world as a whole is more or less synchronized and pulls together into one hothouse for contagious news. The infection by information is as strong, even stronger, than the infection by the virus. And so we have two pandemics at the same time: one, a pandemic of fear, and the other of real contagion.

Peter Sloterdjik (Em entrevista para Deutsch Welle)

O perfil psicológico do usuário da internet foi discutido amplamente no brilhante documentário Hypernormalisation, de Adam Curtis. Aqui vemos que, tanto nas promessas do cyberspace quanto em utopias psiquiátricas, a idéia final é promover submissão através do individualismo e narcisismo – ambos se complementam nesta delicada noção de que vida social só pode ser atingida quando aceitamos complacência e servitude, disfarçado de um falso autruísmo que sinaliza moralidade (o sonho de qualquer governante autoritário).

De fato, a imersão desenfreada na web criou um indivíduo superficial, egocêntrico, mentalmente preguiçoso, e incapaz de pensar por si próprio – mas com toda informação disponível para justificar aquilo que pensa, e um caledoscópio de opções para fantasiar sua identidade e dissimular sua apatia perante o sofrimento do outro. Essa falsa empatia é um traço do autismo em uma sociedade feita de autômatos. Até quando essa dinâmica feita com espelhos realmente favorece a vida social?

Aliado a um absurdo discurso de #SalvarVidas, governos tentam convencer-nos de que são capazes de gerenciar economias em frangalhos, o comportamento “negacionista” das massas, mas também a manutenção de doenças e mortes – isso legitima ações impulsivas com o auxilio de dados em um sistema que promete “ler” o indivíduo em sua totalidade. A perícia analítica substitui o empirismo do contato e a ciência passa a produzir superstições. Nesta relação incestuosa entre análise e dados, cientistas inescrupulosos posam de Nostradamus na esfera pública – porém, ao invés das “certezas” da astrologia são guiados pelo que diz a máquina.

Para o Colégio Imperial de Londres a previsão foi de um bodycount de meio-milhão de mortos – assim estipulou o sacerdote-mor da medicina analítica, Neil Fergunson, primeira voz oficial do governo britânico a recomendar o lockdown e as prisões domiciliares; (contudo, por ironia do destino, o mesmo teve que resignar do cargo após ser pego viajando quilômetros para encontrar-se com a namorada, desrespeitando os limites que havia recomendado).

E em nenhum momento, até então, esta falácia manipulatória se mostrou mais evidente do que neste período de “pandemia” – quando governos tentam nos convencer que:

através de aplicativos médicos podemos ser diagnosticados,

através de lockdowns podemos impedir que um vírus se alastre,

através de telas de computador podemos ser educados, promover orgias musicais e saciar nossa fome consumista…

ou mesmo conseguir atendimento psicológico (vide os 3 milhões de reais investidos em uma start-up especializada nisso).

Dessa forma buscam sanar o estresse pós-traumático – ocasionado pelo fato de que estaremos falidos pelos próximos anos, ao término da crise – (prevê-se que o Brasil registrará a segunda maior queda no PIB no planeta…).

. . .

U M A N O T A D E O T I M I S M O:

Human nature has the capacity to transcend what human behaviour has been so far.

Daniel Schmachtenberger

O termo infodemia parece ser o mais adequado para descrever a coisa toda – e é certo que a forma de contágio da máquina para humanos é estabelecida com a ajuda de oximoros.

Em uma sociedade onde o pensamento binário substituiu a reflexão profunda e calculada, onde o simulacro é mais real do que a experiência imediata, a política se torna inevitavelmente um jogo de máscaras (e não me refiro às focinheiras que andam obrigando-nos a vestir).

Não obstante, nada mais interessante para nossos políticos virtuais do que jogar com as dúvidas de uma audiência carente de sentido, ou investir na contradição que brota de sinais conflitantes para nublar suas verdadeiras intenções.

Nesse momento surgem os oximoros, e torna-se aceitável promover qualquer coisa (nociva ou não) para a manutenção do #BemEstar. Influenciados por essa dinâmica que despreza qualquer lógica, passamos horas, dias, semanas brigando e discutindo entre nós, a respeito de tudo sem nada dizer – e do alto de sua pretensão, as elites se entregam à gargalhada.

A resposta aos fatos, e não o fato em si, é o que importa. Nesta dinâmica abraçamos com força aquilo que acreditamos constituir nossa identidade – e buscamos refúgio no narcisista que existe em todos nós.

Imploram que a população use máscaras, e cedemos para sinalizar uma virtude moral – mesmo sabendo do desconforto e riscos que trazem. Nisto não importa o que diz o corpo, sua primeira proteção contra o exterior. Em tempos de pandemia pecamos por não sentir medo do vírus, mas por termer a terapêutica preventiva instituída pelo Estado (não baseada em evidência científica, como alguns querem acreditar). A aliança entre Estado e a prática médica ressuscita ecos de outras eras.

Neste contexto a própria caracterização do risco do Coronavirus, por exemplo, é ilustrada não pelo número de fatalidades, mas sim pelo número de casos. Aqueles que se recusam a usar máscara como veículos do vírus tornam-se dignos de exclusão social, e merecem ser lançado ao ostracismo.

Agora entendo o porquê da marcha dos zumbis ter sido feita tão popular. Estavam tentando nos acostumar para mais este apocalipse…

Brains… Brains…

#IsolamentoSocial / #FiqueEmCasa

A propaganda oficial criada de forma a diminuir o contágio funciona como arma política exatamente por ser paradoxal, e suas normas incapazes de serem cumpridas. É usando como desculpa a impossibilidade de reduzir casos que implementam políticas cada vez mais ferrenhas, e no futuro, diante da desolação provocada pelo Lockdown, vão culpar o vírus.

Em cartazes e outdoors tanto pedem ordenam para que #FiqueEmCasa ao mesmo tempo em que sugerem obrigam #IsolamentoSocial (que em outros tempos foi considerado um traço de personalidade depressiva, anti-social, pronta para uma visita ao psiquiatra…).

O fato é: governantes sabem muito bem que isolamento causa depressão, além de devastar com o sistema imunológico aumenta a possibilidade para o abuso de drogas, e aliado à propaganda de medo alimentado pela mídia o resultado pode vir a ser catastrófico para qualquer pessoa, saudável ou não.

Para aqueles que vivem em família, trancar-se em casa implica necessariamente em negar o isolamento social, e não facilita distanciamento algum – já que dentro de casa estaremos constantemente rodeados por gente, (o que dizer então dos vizinhos que iremos encontrar com mais frequência no elevador). Desta forma virus podem ser transmitidos para famílias inteiras – incluíndo os mais vulneráveis ao Covid-19 (seus avós). A idéia de que ficar em casa é sinônimo de segurança me soa como típico discurso conservador, de sacralização do lar como se todo convívio familiar fosse um “mar de rosas”.

Sabemos que isso é falso.

Mundo afora é visível o aumento no número de casos de violência doméstica – algo ainda pouco evidenciado no Brasil, mas cujo estresse só será amplificado após o fim dos auxílios oferecidos pelo Estado.

Vejamos como iremos lidar com a violência doméstica, ou mesmo a insurreição dos famintos, ao término dos auxílios-emergenciais esmolados pelo governo…

Ficar em casa é, para todos os efeitos, um ato social dos mais íntimos – mesmo que casais prefiram dormir em camas separadas. Já para aqueles que não têm família, ou muito aterrorizados para arriscar dividir o colchão com um possível “infectado” – a solução é a internet, os vícios e o suicídio. (Nenhuma destas opções me parece muito saudável, embora possam vir a evitar o contágio por transmissão de pessoa para pessoa, ajudam a tornar a vida social um lugar estéril, falso e sem graça – em suma, uma utopia nerd).

A indústria do delivery (parte da sociedade construída com a ajuda de #Apps), também exige que algum contato humano ocorra durante a distribuição de bens-de-consumo – o que dizer então das pessoas que trabalham em fábricas de produção de alimento…?

Ao usuário de ifood parece impossível questionar: não seria possível que um vírus viajasse de uma gota de suor sobre o sushi para minha boca?

Na paranóia midiática vemos um número de denúncias no qual o vírus aparentemente foi encontrado em fábricas de alimentos. Portanto, a despeito do regime higienista típico de regimes totalitários, essa tentativa de expurgar a biologia humana e a tenacidade viral deste planeta simplesmente não será assim tão fácil.

Para a desilusão dos acadêmicos, a natureza mostrou-se mais complexa do que nossa vã ciência – e a resposta dos governantes, ao invés de admitir a impotência em lidar com eventos desta natureza, é apostar em mais enrijecimentos, mais autoritarismo e uma tendência em colocar a culpa na própria população. E dessa forma os lockdowns vão se tornando cada vez mais seletivos e pontuais (como ocorreram nas cidades de Melbourne, Leicester e Liverpool).

E, por falar em ciência – me parece estranho que, no ano de 2020, ainda temos que lidar com surtos epidêmicos com táticas oriundas da Idade Média.

(É fato histórico: a Polônia foi um dos países com menos fatalidades durante a peste negra por aplicar uma tática radical de controle populacional – era hábito que, durante surtos da doença, emparedassem famílias inteiras dentro de suas casas, por dias, caso um dos membro apresentasse os sintomas da peste. Se sobrevivessem – sem comida e bebida – retornavam para a sociedade. Penso se não seria esta a intenção dos ativistas pelo isolamento social – matar o virus junto do doente…).

Chegamos a um patamar total de subserviência ao ridículo do Estado e sua ditadura médica global. E assim, de uma forma meio imbecilizante, pedimos para que implementem tudo aquilo que é impossível para a natureza humana cumprir; e assim passamos a aceitar a “normalidade” de um dos maiores crimes realizados contra a humanidade. Imagino como historiadores vão descrever este período no futuro…

Talvez o desejo seja o de criar um mundo no qual o vírus humano não se espalhe. Esta fome por genocídio é um traço da Inteligência Artificial, e corrobora com as intenções de Sophia – a famigerada meretriz (robótica) da babilônia.

#EuCuido

A própria natureza da doença (que afeta o mecanismo da respiração) têm como tratamento preventivo a obstrução do ato de respirar livremente através do uso de máscara. Especialistas que disso discordam devem ter desenvolvido guelras, e como as criaturas aquáticas podem ser lançados ao mar.

Há também aqueles que atribuem ao uso da máscara a uma maior resiliência física durante o lockdown. A máscara se tornou item de proteção durante corridas matutinas, no parque, na praia – desprezando o melhor e mais respirável oxigênio, enquanto fazem os usuários acreditarem-se imunes aos problemas respiratórios. Os desportistas de focinheira não chegam a atribuir a melhora na respiração ao fato de que durante o lockdown houve uma diminuição expressiva da poluição – sabidamente a maior causadora de doenças respiratórias.

Para os atletas mascarados sugiro não irem treinar na China.

O óbvio deixa de ser óbvio, em prol da afirmativa de uma CAUSA.

Já vimos isso antes.

Joseph Goebbels quem o diga…

A maior idiossincrasia de comportamento contudo diz respeito aos posicionamentos políticos que depositam plena confiança nessas estratégias de contenção viral. #FazerBem é o mantra que seguem e se iludem, e mesmo isso ocorre binariamente; raciocínio de computador, ou de torcedor de futebol. No final, todos concordam com a urgência da calamidade – sem medir o custo, ou a eficácia, dos métodos sendo aplicados para combatê-la.

Militantes da Direita apoiam o presidente Bolsonaro – que na frente da webcam pede ao trabalhador que volte ao trabalho, enquanto passa ou veta leis que alavancam sua popularidade. Bolsonaro, como qualquer pessoa que frequenta círculos militares, atua nas sombras – entretanto, há de se considerar que têm manuseado a crise de forma a facilitar o extermínio daqueles que não fazem o bem (que ele quer). Dentre estas leis, por exemplo, adoecer presidiários e agentes penitenciários é OK. Ou vetar compensação para profissionais de saúde incapacitados pelo coronavirus. O tipo de brasileiro que apoia isso não apoia o país.

Para os apoiadores de Bolsonaro é fácil exercitar um suposto “negacisonismo” do virus. Em contato com eles vale lembrar que este mesmo presidente, ainda no mês de Fevereiro, (ANTES DE QUALQUER CASO DE INFECÇÃO e atento as aglomerações do Carnaval), assinou todos os documentos legais necessários para empurrar sobre nós esta ditadura médica, restringir nosso direito de ir e vir, e assim acabar com a produção, o comércio e o entretenimento; promulgando aos governadores a tarefa de fazer o trabalho sujo, enquanto pousa de rebelde para as câmeras; (emulando a postura do presidente Trump).

A ação dos governadores locais resultou em um verdadeiro Estado Policial. No Rio de Janeiro o número de fatalidades em encontros com a polícia AUMENTOU, a despeito da queda em atos criminosos durante a epidemia. Quantas dessas vítimas não foram exterminadas simplesmente pelo fato de estarem fazendo uma caminhada? Ou indo visitar um parente? Quando João Dória chamou Bolsonaro de “virus”, ele não fez nada além de reconhecer na figura do presidente aquilo que também é – um líder autoritário, afetado por elitismo, que acenou para a possibilidade da polícia paulista deter idosos na rua, além de fechar negócios e impôr toque-de-recolher. Isso sem contar o tratamento especial devotado aos moradores de rua – genericamente enquadrados como usuários de drogas (muitos poderiam ser famílias de desalojados recentemente por todo Estado de São Paulo).

Toda essa truculência totalitária corresponde exatamente ao perfil de política que o Sr. Bolsonaro imaginou para o Brasil ao assinar decretos que deram liberdade para que governadores implementassem o Estado de Emergência – da forma que achassem melhor.

How Sao Paulo’s governor fought “Coronavirus”
“Concentration Camps for drug addicts”
Curfew in Sao Paulo: “It is a crime to be outdoors”

A coisa fica ainda mais séria quando notamos que a reação de simpatizantes da Esquerda em pouco difere da agenda presidencial e favorece as mesmas disposições autoritárias dos governantes que dizem desprezar! Dilma Rouseff e a turma do PT em pouco contribuiu para prover soluções à crise – e novamente ajudaram a transformar tudo em uma rixa partidária.

O Coronavirus, afinal, foi o GRANDE EQUALIZADOR – e nos dois extremos da política encontramos as mesmas opiniões.

A triste verdade é que: quem apoia lockdown, máscara, etc. acaba por conferir poderes extraordinários ao presidente – e com ele, o fim do estado democrático, da liberdade de expressão e a instauração predatória de corporações que, sob a desculpa de monitorar o virus, favorece a agenda tecnocrática de tycoons de Silicon Valley e além.

Esta propensão ao autoritarismo em todos os espectros da política implica em um wishful thinking no qual a parcela mais socialista da população acredita que a melhor forma de proteger a vida privada é privando o indivíduo de sua liberdade, enquanto a parcela mais conservadora acredita que tudo não passa de sinais do Apocalypse, previstos no púlpito de suas igrejas evangélicas, e buscam proteção em figuras fortes (e assim se humilham, na moda católica, para defender as mentiras que ouvem de seu presidente).

De qualquer jeito é o caos que sai ganhando.

Se algo me chama atenção nesta crise não são os números de infectados, ou mesmo os mortos pela doença – mas sim o empobrecimento generalizado do espírito crítico, da astúcia malandra e a ausência de sorrisos pelas ruas da cidade. Perante esse regime no qual apontam que “conspiração” equivale à busca pela verdade, não existe espaço para jornalismo, política ou ciência – imagino que o Brasileiro já esteja preparado para aceitar a escravidão tecnocrática e o capitalismo 2.0 que dela advém, e para cuja atual crise foi provocada. Que venham mais microchips, mais vigilância e dinheiro digital. E também vacinas obrigatórias, claro.

Meu corpo, minha escolha – já me disseram.

Penso que nisso devemos incluir o cérebro!

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